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O barato pode sair caro

30 de agosto de 2010


Aumento da criminalidade, somado à ineficiência da segurança pública, obriga empresários a contratar serviços de segurança privada. Mas, nesses casos, optar pelo menor preço e não exigir registro na Polícia Federal expõe o contratante a riscos e situações indesejadas

 

            O desenvolvimento crescente das cidades e o aumento desenfreado da violência são diretamente proporcionais à busca pelos serviços de segurança privada, que atuam como complemento da segurança pública. No entanto, muitos contratantes acabam deixando de lado a observância de certos requisitos priorizando somente o menor preço.

É preciso estar atento na hora de contratar este tipo de serviço, uma vez que empresas sindicalizadas e em acordo com as normas determinadas pela Polícia Federal efetuam testes psicotécnicos junto a seus funcionários, realizam entrevistas com psicólogos e gerente operacional buscando se certificar da aptidão do candidato à vaga. Além disso, exigem exclusividade por entender que o trabalho do vigilante é tenso e cansativo – com jornada de até 12 horas – e requer folga para descanso, o que não ocorre se ele possuir dois empregos. O problema é que, atualmente, em virtude dos bons salários pagos aos vigilantes, profissionais de outras áreas estão migrando para o setor de segurança privada, muitos sem a devida capacitação.

“O risco de trazer para dentro da empresa ou residência alguém sem qualquer capacitação comprovada e totalmente ‘avulso’ é muito grande”, alerta o economista Marcus A. S. Guidio, diretor executivo do Grupo Lynx. Segundo ele, quando se contrata uma empresa legalizada, existe a garantia de contar com um profissional capacitado, habilitado e bem recrutado (uma vez que são exigidos os antecedentes criminais), com o constante acompanhamento do seu desempenho. “Isso sem contar que a empresa legalizada de vigilância assume os danos e atitudes tomadas por seus funcionários, credibilidade que as clandestinas não oferecem”, lembra. Guidio frisa que é importante considerar no ato da contratação que a empresa de segurança se responsabilize pelos prejuízos causados por sua equipe, quando comprovada sua negligência ou dolo. “Empresas legalizadas como a Lynx assumem responsabilidades desde a indenização de despesas telefônicas oriundas de consumo do vigilante até o dano material pelo furto de equipamentos, vidros quebrados, material do cliente quebrado, entre outros”, diz.

Segmento em crescente expansão

O efetivo da Polícia Militar paranaense não acompanhou o crescimento populacional do Estado, o que impede que a segurança pública sozinha atenda totalmente aos interesses da população. Daí a demanda por empresas de segurança privada, mercado que cresce ano após ano. “Estabelecimentos clandestinos apresentam altas taxas de mortalidade, o que macula a imagem do nosso setor, já que, quando uma empresa de vigilância declara falência, ela deixa de cumprir obrigações trabalhistas e transfere a responsabilidade e o custo com a mão de obra ao contratante”, explica o diretor do Grupo Lynx.

Para ele, que também é diretor de Escolta Armada do Sindesp-Pr (Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Paraná), outro entrave diz respeito ao crescimento do mercado de segurança eletrônica, cujos equipamentos estão cada vez mais acessíveis ao público. “É comum o investimento em câmeras de vídeo, que não impedem a ação dos bandidos, apenas flagram e inibem. A vigilância patrimonial, por sua vez, inibe e combate a ação criminosa”.

De acordo com Guidio, este panorama poderia ser modificado de três maneiras: mudando a legislação e imputando responsabilidade a quem contrata a vigilância clandestina (o tema integra o Estatuto da Segurança Privada, da Polícia Federal, em discussão em Brasília); maior fiscalização por parte da PF e diminuição da carga tributária, tornando os preços praticados pelas empresas legalizadas mais acessíveis.

Um mercado ávido por diferenciais

Instituído em 1998 no formato de empresa familiar, o Grupo Lynx é composto pela Lyder, pela Lynx Segurança (vigilância patrimonial e escolta armada), Lynx Sul Segurança (todas autorizadas pela Polícia Federal para exercer funções que a lei permite) e pela Emzel (empresa de zeladoria). Este grande complexo de segurança e terceirização, com mais de dois mil funcionários espalhados por todo o Sul do Brasil, possui em sua carteira ativa empresas como Banco do Brasil, Wall Mart, Correios, Philip Morris, Positivo Informática, CGTEE (Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica) e Prefeitura Municipal de Porto Alegre. A meta do Grupo Lynx para 2010 é crescer e avançar junto às empresas privadas. “Já somos uma referência no segmento de empresas e instituições públicas, uma das maiores empresas de escolta armada do Brasil. Agora queremos prospectar e levar este conhecimento a clientes privados”, diz Guidio. “Temos muita consciência do serviço prestado, daí a busca por um planejamento eficaz e eficiente que permita ter sempre o efetivo na mão, administrar riscos e não falhar junto às expectativas dos clientes”.

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