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Hipnose é ferramenta que trata males do mundo moderno, como stress, fobias e depressão

11 de maio de 2011


 

Uma técnica milenar, usada pelos maias, astecas e gregos como meio de cura, mostra resultados bastante eficazes para tratar de problemas tipicamente modernos. Incorporada pela civilização ocidental a partir do século XVIII pelas mãos do médico alemão Anton Mesmer e difundida durante a Segunda Guerra Mundial – onde funcionava como anestesia aos pacientes que necessitavam de amputação -, a hipnose é uma ferramenta que apresenta resultados satisfatórios no tratamento de males como o stress, ansiedade, fobias em geral, desordens da sexualidade, depressão e situações de insegurança social, entre outros.

Segundo a psicóloga Renata Maria Reginato, da Pulsar Psicologia Estratégica Pessoal e Corporativa, trata-se de um método que abrevia o processo terapêutico, por utilizar uma dinâmica mais ágil e leve. “A essência da hipnose está na linguagem indireta, usada para levar o paciente a um estado de consciência alterada, porém lúcida”, explica. “É um processo extremamente sério e delicado, pois consiste em efetuar uma semeadura na mente com o uso de palavras saudáveis. Daí a importância de procurar profissionais qualificados, que realizem hipnose de consultório, e evitar o que chamamos de ‘hipnose de palco’, recomenda a profissional, especialista em hipnose pelo Instituto Milton Erickson de São Paulo.

Na primeira sessão do trabalho terapêutico, Renata realiza um mapeamento da realidade individual e mapeamento do problema do paciente, para daí então passar às consultas propriamente ditas. Em todas elas, o paciente é levado a um estágio inicial de transe (onde o foco da atenção está em um objeto específico), passando ao relaxamento, com estado alterado da consciência, metabolismo mais lento que o usual e foco no próprio corpo.

De acordo com Renata, a técnica da hipnose permite atingir fenômenos como analgesia e anestesia, regressão (a pessoa se sente como se estivesse no passado e o objetivo é uma ressignificação de uma situação traumática vivenciada anteriormente), hiperminésia (o paciente tem várias lembranças ao mesmo tempo), signo-sinal (quando a palavra é usada para programar a mente e eliminar fobias) e a amnésia, entre outros. “O principal propósito da hipnose é encontrar boas soluções para os problemas do paciente, criando uma forma de viver mais saudável, leve e segura e que possibilite a conexão com novas capacidades individuais e melhor qualidade de vida”, resume.

Reconhecida como prática auxiliar pelo Conselho Regional de Psicologia somente a partir de 2000, paulatinamente a hipnose começa a ocupar o espaço e virar referência de tratamento. “A procura é maior do que há alguns anos porque as pessoas já sabem do que se trata e entendem a necessidade de encontrar profissionais aptos para prestar tal tipo de trabalho”, diz Renata. “A mente possui um poder fora do comum para criar doenças e somatizar problemas. Assim, a hipnose representa uma ferramenta que possibilita atuar no inconsciente através do consciente, ressignificando elementos, gerando novas e positivas ações e minimizando males”, finaliza.

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