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Fotoproteção é arma para não “queimar a cara” no verão

18 de setembro de 2009


Todos os anos a história se repete: bastam os primeiros raios de sol despontarem no horizonte para que as pessoas corram à praia ou para a piscina com o intuito de eliminar a “cor de escritório” e adquirir um bronzeado belo e saudável.

No entanto, é indispensável tomar cuidados com a fotoproteção, medidas que têm como objetivo prevenir os sérios danos relacionados a exposição solar. “O sol emite radiações magnéticas classificadas  de acordo com seu comprimento de onda e cada uma tem um efeito diferente sobre a pele, dependendo da duração e intensidade da exposição”, explica a médica esteticista Elisabeth Correa Jacob. “Assim, é de extrema importância a utilização diária de protetores solares, que deve ser iniciada a partir dos seis meses de idade”.

As radiações UVB incidem na epiderme e provocam queimaduras solares, os eritemas. Estas são as principais responsáveis pelas alterações celulares que predispõe ao câncer de pele e têm maior incidência no verão, especialmente entre às 10 e 16 horas. As radiações UVA, por sua vez, penetram profundamente na pele e são as responsáveis pelo fotoenvelhecimento.

Filtros solares

Com o uso dos filtros, é possível prevenir doenças de pele e ao mesmo tempo garantir o aspecto sadio da pele. Classificados como químicos (absorvem a luz solar) ou físicos (refletem a radiação ultravioleta), os filtros devem ter no mínimo FPS 15 e ser de amplo espectro, ou seja, absorver ou bloquear as radiações ultravioletas A e B. Quanto mais clara e sensível for a pele, mais proteção ela necessita, com fatores que variam de 35 a 100.

Segundo Elisabeth, é importante também respeitar os tipos de pele: as oleosas, acnéicas ou seborréicas devem receber produtos como géis, loções ou cremes oil free, já as peles secas necessitam de produtos mais hidratantes e umectantes. “As crianças pedem cuidados e devem usar filtros infantis, pois são preparados sem álcool, não ardem nos olhos e a fórmula própria para esta faixa etária torna o produto mais fácil de passar no corpo”, diz. De acordo com ela, não basta apenas o protetor certo, é importante também aplicá-lo da maneira exata. Os fotoprotetores devem ser aplicados 30 a 45 minutos antes da exposição solar e reaplicados a cada duas horas de exposição contínua, ou após transpiração excessiva e mergulhos prolongados.

Estudos mostram que nuvens claras deixam passar 90% dos raios UV, nuvens escuras 10% e a areia reflete 25% dos raios UV. Quem acha que dentro da água estará seguro, precisa saber que até a profundidade de meio metro, receberá 40% da radiação incidente na superfície. E também que, quanto maior a altitude, maior a exposição aos UV: aumentam em 4% a cada 300 metros. “Com a diminuição da camada de ozônio, que protege a Terra contra os raios ultravioletas pela emissão de poluentes, a exposição solar tem se tornado mais intensa e perigosa. Por estas razões a fotoproteção se faz tão necessária”, resume a médica. Informações: (41) 3076-9708 / www.beltaestetica.com.br

 

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