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Acessibilidade em ambientes públicos e privados

6 de julho de 2010


Os espaços físicos geram barreiras às pessoas portadoras de deficiências ou àqueles que tenham a mobilidade reduzida, como gestantes, idosos, mães com filhos no colo, obesos ou pessoas utilizando muletas provisoriamente. A acessibilidade é uma condição social, que suscita questionamentos sobre os projetos arquitetônicos públicos e privados. Segundo dados do IBGE existem no Brasil 24,5 milhões de pessoas com deficiência (PcD), ou seja, 14,5% da população. Este público cresce ainda mais em decorrência do aumento da expectativa de vida aliado à violência urbana.

Neste cenário, é importante a conscientização dos profissionais e da sociedade a respeito da melhoria da qualidade de vida à essa faixa da população. Segundo a arquiteta e presidente do IBAPE-PR (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia do Paraná), Vera Lúcia de Campos Corrêa Shebalj, os cidadãos devem ser multiplicadores de informações para garantir a segurança e os direitos das pessoas. “Todos os locais públicos e privados precisam estar acessíveis e não por força de leis, mas por convicção de uma sociedade consciente, do respeito ao próximo”, afirma. Ela ressalta que a proporção de pessoas portadoras de deficiência aumenta com a idade, passando de 4,3% nas crianças até 14 anos para 54% do total das pessoas com idade superior a 65 anos.

Além dos entes públicos, as empresas também estão ligadas à realidade e necessidades do segmento. Um exemplo é a loja virtual MadeiraMadeira que disponibiliza dentre os seus 9 mil produtos, itens totalmente direcionados aos PcD’s, como metais sanitários especiais e pisos táteis. “A nossa expectativa até o final do ano é abrir um departamento totalmente focados às pessoas com necessidades especiais ou com algum tipo de dificuldade em mobilidade. A idéia é oferecer diferentes produtos que atendam a todas as necessidades”, explica Daniel Scandian, diretor do portal.

Um exemplo é o piso tátil, que para os portadores de necessidades especiais é essencial na movimentação diária. Sua utilização está relacionada às situações críticas para a orientação, com a legibilidade e a função de identificar os perigos potenciais. Apesar de ser mais visto em locais externos, como praças ou calçadas, também deve ser usado em ambientes internos, como lojas, hospitais, indústrias, universidades, garagens, rodoviárias, aeroportos, universidades, entre outros. Elementos que aparecem ser aleatórios, os metais sanitários colaboram exponencialmente à inclusão social. São barras de diversos tamanhos e modelos e banquetas projetadas e desenvolvidas conforme a norma de acessibilidade (NBR9050).

“O que acontece é que esses materiais são colocados sem um critério técnico e, principalmente, sem manutenção”, diz Shebalj. Este público compõe uma faixa da população que recebe pouca atenção e não dispõe de oferta no mercado. Para Scandian, os produtos devem ser minuciosamente selecionados e em conformidade legal. “Procuramos marcas com as mais altas referências de mercado. É fato que cada vez mais os dispositivos de acessibilidade deverão ser inclusos nos projetos arquitetônicos e em obras”, finaliza. Mais informações: www.madeiramadeira.com.br.

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