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WikiLeaks: Documentos são exclusividade da Folha e O Globo, mas site não interfere na publicação

16 de dezembro de 2010


Renan Justi

As informações vazadas pelo Wikileaks são repercutidas diariamente pela imprensa mundial, no entanto somente sete veículos possuem acesso exclusivo aos arquivos secretos. Entre eles estão os jornais Folha de S. Paulo e O Globo, responsáveis pela checagem e publicação de informações contidas em três mil documentos confidenciais que abordam o Brasil.

Além dos periódicos nacionais, a jornalista da revista Carta Capital Natalia Viana, uma das colaboradoras do site Wikileaks, e representante da instituição, também tem acesso aos telegramas. Quanto a imprensa, ela garante. “Tudo relativo ao Brasil esta com a Folha e Globo”, disse Natalia, em debate realizado na noite desta quarta-feira (15/12). Segundo a repórter, o jornal O Globo, por exemplo, montou uma equipe para apurar todos os documentos.

Se o Wikileaks interfere nas publicações de Folha e Globo, Natalia responde. “O Wikileaks não irá julgar o tratamento dado pela Folha, cabe ao jornal decidir o que ele quer soltar”. No mundo, a parceria entre o site de Julian Assange e a imprensa é formada por The New York Times (Estados Unidos), The Guardian (Reino Unido), Le Monde (França), El Pais (Espanha) e pela revista Der Spiegel (Alemanha).

Estima-se que todos os documentos, cerca de 250 mil, serão disponibilizados para os internautas em janeiro do ano que vem. No olho do furacão, como a própria Natalia Viana, define seu atual momento, ela diz que tem sofrido pressão de diversos veículos que estão em busca do furo de reportagem, mas que “pouca gente está olhando o material” disponível no site.

O que os documentos falam sobre o Brasil
Dona de um blog pela revista Carta Capital que aborda o assunto, Natalia disse que os documentos são muito saborosos de ler. “Contam a história inteirinha do governo Lula na visão da diplomacia americana”, diz. Em um dos seus primeiros posts, os telegramas revelavam o que embaixadores dos EUA pensavam de Lula e sua cúpula de ministros, definindo Aloizio Mercadante, por exemplo, como “radical”.
Fonte: site Comunique-se

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