Live do Prêmio Ser Humano 2026 reforça protagonismo do fator humano nas organizações

1 de abril de 2026


Quarta edição do encontro discutiu o futuro da gestão de pessoas, com foco em inovação, diversidade geracional e valorização do indivíduo

A ABRH-PR promoveu, na quinta-feira (26), a quarta live do Prêmio Ser Humano (PSH) 2026, transmitida pelo LinkedIn. Com o tema “Desvendando o futuro da gestão de pessoas”, o encontro reuniu lideranças da área e trouxe reflexões sobre o papel estratégico do RH, a convivência entre gerações e o fortalecimento da dimensão humana nas organizações. A live, conduzida por Jaqueline Becker, a diretora do PSH, recebeu como convidadas Vera Mattos, vice-presidente da ABRH-PR, e Evelyn Alcântara, gerente de DHO da Aliare e vencedora do PSH 2025 na categoria Jovem Talento.

Na abertura, Jaqueline destacou o caráter da iniciativa, que vai além da premiação.  “A gente está nesse movimento falando sobre o prêmio, sobre o reconhecimento, sobre vida, sobre o movimento”, afirmou. Segundo ela, as lives cumprem o papel de orientar participantes e dar visibilidade a trajetórias reconhecidas, promovendo troca de experiências.

Também ressaltou que o PSH integra um ecossistema contínuo de valorização dentro da ABRH-PR. “Mais do que um prêmio, é um movimento contínuo de valorização das pessoas e dos recursos humanos”, explicou. A edição de 2026 traz como diferencial um novo posicionamento institucional, sintetizado no slogan “Prêmio Ser Humano: reconhecendo o mérito único e insubstituível do ser humano”.  Ela completou que “a palavra ‘insubstituível’ é o nosso norte. Queremos que cada profissional se sinta assim dentro da sua trajetória e organização”.

Gestão multigeracional

Vera destacou o papel do prêmio como vitrine de boas práticas e instrumento de interiorização da atuação da entidade. “Nosso desafio é trabalhar a expansão da ABRH-PR, estando mais presentes no interior. O Prêmio Ser Humano abre portas para conhecermos ações que, muitas vezes, não chegam às mídias”, afirmou.

A vice-presidente da ABRH-PR chamou atenção para um dos principais desafios contemporâneos do RH, a gestão multigeracional. “Pela primeira vez, estamos começando a ter cinco gerações trabalhando juntas. Isso exige adaptação, flexibilização e compreensão do outro. Não existe uma única geração responsável por administrar essa multiplicidade”, disse. Para ela, a personalização das relações de trabalho é um caminho inevitável, já que preferências não estão necessariamente ligadas à idade.

Tecnologia como aliada

Outro ponto abordado foi o uso da tecnologia como aliada da área. “A inteligência artificial chegou para nos ajudar com agilidade, dados e números. O RH sempre teve dificuldade em transformar o qualitativo em quantitativo, e hoje precisamos falar a língua do negócio”, destacou. Segundo Vera, o avanço tecnológico permite liberar tempo para iniciativas mais estratégicas. “Vamos usar mais a nossa inteligência e menos a nossa força em processos robotizados”.

Ao conectar o tema do prêmio ao desenvolvimento individual, Vera reforçou a centralidade das competências humanas. “O ser humano é insubstituível porque possui empatia, escuta ativa, respeito e afeto. As organizações precisam criar relações saudáveis. Conflitos são importantes; é através deles que inovamos”, afirmou. Ela também ressaltou a responsabilidade compartilhada pelo desenvolvimento profissional. “Não existe mais desculpa para dizer que não tem tempo para aprender. O autodesenvolvimento precisa partir do indivíduo”.

Validação coletiva

Evelyn trouxe a perspectiva de quem já vivenciou o reconhecimento. “Foi um prêmio muito aguardado, não só por mim, mas por todo o meu time. Ele representa a união e o trabalho em equipe”, afirmou. Para ela, a conquista simboliza validação coletiva, ressaltando que “separados somos fortes, juntos somos imbatíveis”.

Destacou a importância de um RH plural e orientado por dados, sem perder a sensibilidade. “Pensamentos diferentes produzem resultados únicos. Precisamos aprender a lidar com as diferenças geracionais e tomar decisões baseadas em dados, mas com olhar humano”, disse.  Evelyn acentuou que o profissional da área deve ampliar seu repertório para além do próprio campo. “O RH não pode saber só de RH; precisa entender de finanças, negócios e comunicação. É isso que permite destravar projetos mais robustos”.

Analogia prática

Ao abordar o uso da tecnologia no cotidiano, a vencedora do PSH 2025, recorreu a uma analogia prática: “A ideia da máquina é ganhar tempo para a qualidade de vida humana. No RH, o que é operacional você coloca a IA para fazer, ganhando tempo para o estratégico. Mas não podemos confiar cegamente; precisamos validar esse trabalho”.

Ao encerrar sua participação, Evelyn deixou uma mensagem direta à nova geração. “Acreditem no seu potencial. Não deixem que outra pessoa acredite em vocês mais do que vocês mesmos. O Prêmio Ser Humano é real e pode chegar para vocês”, concluiu.

Jaqueline, ao finalizar a transmissão, afirmou que a live reforçou o papel do PSH como um espaço de construção coletiva, que acompanha as transformações do mundo do trabalho e reafirma o valor único e insubstituível das pessoas nas organizações.

Texto: Básica Comunicações

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