Eleições aquecem mercado gráfico em Curitiba

11 de agosto de 2010


A campanha eleitoral de 2008 teve sua largada oficial no dia 06/07 e, aos poucos, a cidade começa a ser invadida por santinhos, panfletos, cartazes e adesivos dos candidatos. Impulsionado pela demanda, o mercado de gráficas em Curitiba registra aumento de produtividade de até 30% no período, similar ao registrado em São Paulo, maior pólo econômico do Brasil, que prevê um crescimento de até 40% do segmento, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Gráfica, a Abigraf. “Nos preparamos com antecedência para atender aos candidatos, que costumam pedir um alto volume de material, em pouco tempo. A peça mais solicitada é o santinho e as quantidades variam entre 20 mil a 1 milhão de unidades por candidato”, explica Enio Manzoni, diretor da Gráfica Comunicare.

Este ano as eleições municipais contarão com um número recorde de inscrições, são oito candidatos à Prefeitura e cerca de 1,2 mil pretendentes às cadeiras de vereador. Com isso, é previsível que será substancial a quantidade de materiais impressos pelos partidos, também impulsionados pela legislação eleitoral, que proíbe a distribuição de brindes (bonés, camisetas, canetas), a realização de showmícios e propagandas em outdoors. “A mídia impressa atinge diretamente o público-alvo e o seu desenvolvimento é mais ágil do que a impressão em grandes formatos”, acrescenta Manzoni.

Para atender às necessidades do mercado eleitoral, a Comunicare já disponibiliza em seu parque gráfico a máquina Ryobi 754, com capacidade de produção de até 60 toneladas de papel por mês. Segundo Manzoni, o volume de impressão dos materiais dos candidatos é inversamente proporcional ao tempo que eles dispõem, portanto é indispensável a agilidade na entrega para cumprir os prazos. “Chegam a nos pedir a impressão de 100, 200 mil produtos, de um dia para o outro, ou no final de semana”, afirma.

O aumento da demanda para o mercado gráfico acarretou no crescimento da procura por agências e profissionais especializados em criação e desenvolvimento desses materiais. A diferença é perceptível, uma conseqüência, também, da consolidação do profissional de marketing político, responsável, entre outras coisas, pela imagem do candidato frente à opinião pública. “Nos últimos anos é nítida a preocupação com a identidade visual, os acabamentos e a qualidade das peças. Os investimentos não se restringem à impressão, há um cuidado com todos os elementos que envolvem a concepção dos materiais, bem como com a legislação, que está mais severa e rigorosa”, diz Manzoni. Todos os materiais impressos dos candidatos devem conter o CNPJ da gráfica responsável, assim como da empresa ou pessoa física que efetuou pelo pagamento.

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