
A cultura organizacional é, em essência, o “jeito como as coisas acontecem” dentro de uma empresa — um sistema operacional que orienta comportamentos, decisões e relações no dia a dia corporativo. Foi o que explicou Adeildo Nascimento, sócio-fundador e CEO da DHEO Consultoria, em entrevista ao programa Report 360, da Jovem Pan News – Ric Business, conduzido por Daniel Filla. “Costumo dizer que a cultura é o sistema operacional das pessoas. Você tem sistemas para dados e logística, mas precisa de um sistema operacional para gente”, afirmou o especialista. Segundo ele, toda organização desenvolve uma cultura de forma orgânica, mas o diferencial está em estruturá-la estrategicamente, com diagnóstico, metas claras e mecanismos de reforço comportamental. “Quando a cultura se torna sólida, ela passa a ser maior que o próprio dono da empresa”, destacou.
Para Adeildo Nascimento, transformar a cultura é um processo que exige planejamento e tempo, especialmente em organizações grandes, dispersas geograficamente ou com forte legado histórico. “Quanto mais rápido se faz uma transformação cultural, maior é o preço a ser pago, com impactos no clima e no turnover”, alertou. O consultor ressaltou ainda que, no pós-pandemia, o tema ganhou protagonismo, já que empresas com culturas frágeis sofreram mais com o distanciamento dos colaboradores e a falta de processos estruturados. “Hoje, todo mundo fala de cultura como o grande ativo não replicável, aquilo que ninguém consegue copiar e que garante a perenidade do negócio”, afirmou.
A liderança e a comunicação interna surgem como pilares desse processo. De acordo com o especialista, o comportamento dos líderes é o principal vetor de formação cultural, e projetos de transformação não avançam sem o engajamento da alta direção. “Por ética, a gente nem segue com projetos de cultura se o CEO não estiver engajado, porque o exemplo da liderança arrasta”, disse. Ele também destacou que falhas de comunicação geram fricções organizacionais, silos internos e perdas financeiras significativas. “Investir em comunicação é estratégico em todos os sentidos. Se a empresa não investe nisso, ela adoece”, concluiu.
Entrevista completa em: https://youtu.be/YNNlsYlSu64